Take Off 2008

April 21, 2008

Correu bem! Aprendemos com algumas coisas do ano passado, e voltámos a aprender também este ano para aplicar no próximo. Mas correu bem! E tirei muitas ideias das apresentações.

Uma das coisas que todos os oradores referiram foi persistência. Uma pessoa que tenha uma ideia tem de ser persistente. Se não funciona bem à primeira, à segunda… voltar a tentar até conseguir alcançar o objectivo. Quer seja a bater a porta de VCs, como aconteceu com o Sérgio Veiga, quer seja a reformular a ideia, como nos falou o Bruno Pedro devemos sempre lutar pelas nossas ideias. Mesmo que inclua trabalhar dia e noite, como acontece com o André Ribeirinho.

E para reformular a ideia, partilhá-la é uma boa opção. Diferentes perspectivas sempre ajudam a refinar a ideia, melhorando-a. Mas para não correr riscos de nos roubarem a ideias, temos de nos distinguir numa coisa: a execução. E isto é uma das coisas que os financiadores avaliam. Pelos exemplos que o Dr. Francisco Banha ter um protótipo para mostrar é sempre uma vantagem. Mas não confundir aqui um aspecto. Eles estão interessados em produtos que se vendam, não na tecnologia.

E quanto ao business plan, ouvi várias sugestões de leitura, mas ficou-me na cabeça o facto de ter de ter um óptimo abstract. Se couber num post-it, como foi o caso das empresas que o Mário Valente fundou, óptimo. E tem de ser algo que faça qualquer pessoa sorrir e querer saber mais. Depois no resto das duas folhas A4 convém ter uma análise do negócio mais concisa, e recomendo o slide respectivo da última apresentação.

Ainda relativamente a estes investimentos, Portugal não aposta muito nesta área, pelo que o Dr. Francisco Banha recomenda que enchamos os VCs com propostas, para verem que esta é uma área em que vale a pena apostar. Outra solução é uma das ideias do quase-Mestre Mário Valente que leva o microfinanciamento de seed capital a projectos nesta área a nível europeu. Sinto que há realmente uma falha nesta área (embora a minha preferida seja a segunda ideia!).

Uma coisa curiosa que notei relativamente à Esoterica do Mário e ao Sapo do Celso Martinho, foi o facto de na sua venda, quem ganhou mais foram as empresas que fizeram a primeira compra da maior parte. Logo se tiverem uma empresa de sucesso, não vendam à primeira.

Isto foi o que considero mais importante do que retirei das apresentações, claro que há 1001 coisas que aprendi ontem e ainda me estão a fazer pensar. Ficam apenas algumas curiosidades relativamente à organização do evento:

- O coffee break que durou o dia inteiro e ainda sobrou bastante, foi o que comprámos apenas para a manhã. Parece que as pessoas não comem tanto como eu pensava.

- Ao contrário do que vejo noutros eventos, as apresentações correram todas no meu macbook, tirando a do Celso que mesmo assim ainda usou o meu remote.

- O audio das apresentações vai ficar cortado (e penso que nem vai haver da última) não por censura, mas sim porque o microfone comeu uma pilha de 9V antes de acabar a manhã e foi uma sorte eu ter comprado outra de backup)

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Houve alguns aspectos que destaco.
Primeiro na apresentação do Sergio Veiga que, apesar de discordar dele da visão simplista e optimista das VC que ele tentou mostrar, sublinhou a importância de no inicio fazer-mos aplicações (como o MapMyName) que sirvam para mostrar as nossas potencialidades e frisar o aspecto da história (mesmo que estupida), que permita chamar a atenção.

Gostei imenso da metodologia que o André Ribeirinho mostrou, quer em aspecto à forma como se organizam em equipa, como o processo de troca de serviços (nunca tinha pensado nisso) e mesmo o markting, como chegam às pessoas.

A apresentação do (quase-mestre) Mario Valente foi toda ela genial tanto a alertar para as eventualidades como para o facto de mesmo asism nunca deixarmos de apostar. Muito bom.

Por último a ideia do Bruno Pedro, que me pareceu de um grande potencialidade.

Infelizmente não consegui assistir ao último slot de apresentações, porque tive de voltar para lisboa (tempo de mer** para conduzir :s - podiam melhorar isso para o ano ;) lol)

Parabens. Foi muito bom e deu-me muito que pensar nas últimas 24 horas.
"Shame on me!"... Não consegui ir ao Take Off deste ano. Peço desculpa ao Alcides por isso. De qualquer forma dou os parabéns a organização pelo projecto que pode a partida ser semelhante a outros do género, mas que se destaca pela "personalidade". Ao alcides quero dar os parabéns pelo resumo que me deixou com agua na boca e a bater com a cabeça na parede por não ter ido.
Parabéns!
Alcides, sugestão para o próximo ano: saber quais as apresentações que vamos assistir em vez de apenas sabermos quem vai ser orador.
José, o ano passado tinhamos isso e este ano já não, porque torna-se muitissimo complicado ter os títulos das apresentações a tempo de preparar a divulgação. Isto porque não impomos nenhum tema especifico aos oradores. No entanto lançámos umas apresentações no blog que davam mais ou menos a ideia sobre o que a apresentação iria ser.

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