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Top Audax

February 17, 2008

Voltando ao concurso Audax, há uma coisa que o destingue relativamente aos concursos dos outros canais. Enquanto por norma esses têm um jurí, mas a decisão é feita pelo público, no Audax a decisão é puramente do júri. Concordo com esta decisão pois quando se falam de coisas sérias como empresas e o futuro de pessoas (e não de prémios enormes em reality shows). No entanto seria interessante saber a opinião do público sobre os vários concorrentes.

Ora foi exactamente isto que o Celso se propôs a fazer e está agora disponível em TopAudax.com onde podem votar no empreendedor que vos conquistou com a sua ideia. O conceito é bastante simples e funciona ainda como registo dos vários projectos apresentados.

Toca agora a ver o melhor concurso da história da televisão nacional e a votar depois no Top Audax!

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Audax 01

February 17, 2008

Interessado em inovação e empreendedorismo, não pude escapar à primeira edição do Audax na rtp2. Não gostei muito do formato, porque não dá largas ao poder de persuasão dos concorrentes, apenas respodem a umas poucas perguntas. Era mais interessante fazerem apresentações em vez do video inicial. Em relação ao jurí fiquei bastante agradado, porque fizeram as perguntas chave que realmente eram decisivas.

Relativamente aos concorrentes, gostei da inovação presente sobretudo nos dois primeiros. Quanto às três meninas, achei que não têm a tal ambição necessária nem uma característica única no seu negócio, ou seja, a concorrência pode a qualquer momento abrir um laboratório igual ao que se propõem criar e até já devem ter capital para o abrir e até mercado adquirido.

O segundo concorrente realmente convenceu-me que poderia lançar uma nova série de paramotores que poderiam realmente revolucionar o mercado a que se destinam, mas o problema de não poder ser patenteado iria dar-lhe uma janela pequena para se impôr no mercado, o que acho bastante arriscado.

O primeiro concorrente achei que foi o tem o melhor background, tanto em competências técnicas na área, como a nível de empresário. Gostei do facto do registo da patente já estar em curso e de ter alguns protótipos a funcionar (mostrado nos vídeos). Pareceu-me a inovação que mais revolucionaria o mundo, pela eficácia de transporte e armazenamento dos contentores e pelas coberturas à lá lego.

E a decisão do jurí foi a mesma que a minha e fico contente por isso e ansioso pela próxima edição. Acho uma iniciativa louvável esta espécie de elevator pitch e gosto de ver a capacidade de inovação portuguesa, e que seja transmitida ao resto das pessoas.

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Tecnonov 2008

December 09, 2007
O Tecnonov tem a sua segunda edição agendada para dia 2 de Fevereiro no Fnac de Coimbra à semelhança do ano passado.

Estive presente na primeira edição e gostei muito das apresentações e sobretudo do espírito que deixou em nós que nos levou posteriormente a organizar o take off. Espero que este ano venham apresentações tão ou mais interessantes, e que se alcance melhor o público não-técnico, algo que na minha modesta opinião, poderia ter sido melhor alcançado o ano passado. Mas o local é uma boa escolha para o efeito.

É um evento a que recomendo que vão até porque podem ter a sorte de eu vos pagar um cafezito, quem sabe… Para novidades sobre o evento, podem seguir o twitter tecnonov e quem estiver já com ideias de aparecer, inscreva-se na rede social destinada ao evento.

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Gorillaz - Feel Good inc

November 20, 2007
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O Backstage do Palco Principal

November 19, 2007

Há uns tempos conheci o Pedro Trindade e queria fazer-lhe uma carrada de perguntas, e aproveitei para fazer uma entrevista, não que me ache um jornalista, mas porque acho que as respostas seriam interessantes para outras pessoas.

O Pedro é o responsável pela tecnologia e desenvolvimento do Palco Principal, do qual já aqui falei, e tirou o curso de engenharia electrotécnica e de computadores ao mesmo tempo que trabalha como freelancer. Teve ainda uma pequena passagem pelas telecomunicações da EDP, antes de se dedicar a full-time no Palco Principal.

Conta-nos um pouco da tua entrada no Palco Principal e do estado em que estava.

Fui um dos fundadores do Palco Principal. Comecei a trabalhar no desenvolvimento do Palco Principal quando este era ainda Homestudio. Para quem não conhece, o Homestudio era um serviço de divulgação de bandas independentes, criado em 2000, que permitia às bandas o upload de uma foto, escrever uma apresentação, colocar músicas para download, comentários, etc.. A ideia era migrar o Homestudio para uma plataforma moderna e torná-lo numa aplicação “web2.0”.

No início do projecto, tomaram em consideração o sucesso que poderia alcançar, ou foram fazendo à medida? E têm tido dificuldades em escalar, agora que o número de utilizadores já passa os 13000?

Sim, nós perdemos algum tempo a tentar escolher uma plataforma de maneira que fosse fácil no futuro escalar a aplicação. Escolhemos a Framework de PHP Symfony que pela sua arquitectura nos permite muita flexibilidade. Neste momento o Palco Principal ainda “cabe” numa única máquina, mas o limite está prestes a ser atingido…

A quem está agora a começar o seu projecto para a web, o que aconselhas a avaliar na escolha da plataforma ou tecnologia?

Existe sempre muita discussão quando se fala em plataformas e tecnologias. Penso que a escolha deve depender dos recursos e conhecimentos disponíveis para cada caso. Neste momento as plataformas mais conhecidas estão praticamente ao mesmo nível. Dito isto, quero dizer que na minha opinião pessoal, se eu tenho classes PHP disponíveis para praticamente todos os problemas, se é relativamente fácil encontrar developers para PHP e se tenho disponível uma framework poderosa como o Symfony, parece-me óbvia a decisão a tomar.

O facto de ser centrado numa comunidade, em que pontos tem ajudado no crescimento do Palco, e em que momentos tem dificultado o mesmo?

A comunidade tem-nos permitido crescer pela força da divulgação “boca-a-boca”, ainda não foi feito qualquer investimento em publicidade. O facto do sistema se centrar no utilizador, fazendo valer a opinião e tendências da maioria, pode ser benéfico, no entanto, essa auto-regulação pode não funcionar de forma eficaz com universos (ainda) pequenos como o nosso, em que a comunidade regular (com mais de 4 visitas semanais) anda à volta de 26000 pessoas. Pequenos desvios nos comportamentos habituais dos utilizadores fazem-se sentir bastante e podem ter alguns efeitos indesejados. A ideia é complementar o sistema com mecanismos de regulação automática, apoiados de forma indirecta por variáveis que meçam o comportamento dos utilizadores.

A nível de relação com empresas, têm sentido que ser uma empresa centrada numa comunidade vos tem dificultado em alguma medida?

Na minha opinião acho que as empresas estão, lentamente, a começar a aperceber-se do potencial destes novos mercados e modelos de negócio.

Tenho notado que o Palco Principal está em constante evolução. Poderias partilhar connosco onde vais buscar as ideias para as novas features? Ou têm algum plano traçado a médio prazo?

Sim, existe um plano a médio prazo, claro que não é nada rígido, se nos aparece uma ideia que achamos que teria interesse implementar rapidamente, interrompemos o plano. Tentamos estar atentos ao melhor que está a ser feito no Mundo e tirar daí ideias.

Já agora, como te mantens actualizado sobre o mundo da tecnologia que se movimenta à velocidade da luz?

Bem, eu “perco” cerca de uma hora por dia no Google Reader. Devo ter mais de 100 feeds subscritas (incluindo a tua), penso que é a melhor maneira, se não a única, de nos mantermos ao corrente do que se passa.

Para terminar, como vês o futuro do palco principal no dia a dia dos portugueses daqui a 1 ano?

É difícil falar nisso sem revelar planos futuros. Seguramente um Palco Principal menos centrado no seu site, explorando alternativas que permitam uma melhor divulgação dos projectos musicais...
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Desabafo sobre a mediocridade

November 18, 2007

Dia sim, dia não, lá chego a casa todo frustrado, aborrecido com a mediocridade das pessoas com quem convivo no dia a dia. Por um lado, talvez seja culpa minha (de ser tão smart Dense, Difficult, and Frustrating), mas concordo perfeitamente com o Inóspito em como as pessoas estão cada vez mais iguais. Noto nos meus colegas que tudo quer tirar o curso com notas não muito más, ir bebendo uns copos pelo caminho e depois arranjar um emprego jeitoso para subir na vida.

Noto isto a nível da Universidade de Coimbra, e pelo que tenho falado com malta de outros lados, acontece por todo o lado. Por exemplo no meu curso, Engenharia Informática, a maioria nunca programou uma linha de código que não fosse para um trabalho. E muitos nem sabem o que é um RSS feed! (Mas provavelmente sabem qual os requisitos mínimos de gráfica para o último FPS que saiu para o mercado).

Acho que é necessário as pessoas quererem diferenciar-se e apostarem em certas áreas e em projectos pessoais! É certo que o Ensino Superior não incentiva à Criatividade (até pelo contrário, eu tenho sentido na pele que dificulta a quem quer fazer alguma coisa de diferente!), mas uma pessoa não pode estar à espera que façam tudo por ela. Existem inúmeras oportunidades, e mesmo que não existissem, podemos sempre criá-las! É tudo uma questão de imaginação e força de vontade.

Depois é normal que esta mediocridade afecte o empreendedorismo em Portugal e não haja o número de startups que há noutros países, por exemplo. Acho sinceramente que a mentalidade portuguesa não está orientada à inovação, mas à normalização. E isto é aquilo que me entristece.

Felizmente existem aí muito bright people que tenho o prazer de conhecer e de saber que estão a fazer alguma coisa para mudar esta situação e cada vez mais os aplaudo!

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I used to write in this blog, but I've found a better format to express myself. From now on, you may read my writings on ideas, programming and politics on my new wiki.

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